Presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, em palestra para alunos do ensino médio da Escola Estadual Culto à Ciência em Campinas (SP) 

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Luís Roberto Barroso, palestrou nesta segunda-feira (17) para alunos do ensino médio da Escola Estadual Culto à Ciência, em Campinas, no interior de São Paulo. O ministro falou aos jovens sobre a vida, o Brasil, a importância da integridade, da democracia e de questões a respeito do futuro, como mudanças climáticas e uso da inteligência artificial.

Antes da palestra, o presidente visitou o acervo histórico da escola, que tem 150 anos, e avaliou móveis antigos e livros. Também assistiu a uma apresentação musical e recebeu as boas vindas do professor Nivaldo Vicente, diretor regional de ensino de Campinas.

Em sua fala, o ministro contou um pouco de sua trajetória educacional, como estudante, professor, advogado e depois, ministro. “Adoro entrar na sala de aula, sou presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça. Trabalho à beça, mas dou aula sempre que posso, participo de bancas de doutorado com frequência e publico artigo no exterior e no Brasil uma vez por ano. Adoro ser professor, é onde eu me realizo”, disse aos estudantes.

Barroso também falou sobre integridade e sobre a importância de cada um agir corretamente e combater a corrupção para que o país evolua. O ministro também sugeriu aos alunos que busquem sempre conhecimento, com leitura e estudo.

O presidente do STF e do CNJ explicou aos alunos sobre conceitos de democracia e de ditadura e abordou a importância de todos trabalharem para manter a democracia. Também falou sobre o aquecimento global e o papel de todos para continuidade da vida na terra, defendendo uma transição energética para energia solar, eólica ou biomassa.

“Democracia significa que somos todos livres e iguais e, portanto, igualdade de gênero, igualdade racial, não reproduzir o racismo estrutural que marcou a história brasileira, respeito às pessoas na sua orientação sexual – o que vale a vida são os nossos afetos – são causas da humanidade. A vida é uma festa e que todos possam entrar pela porta da frente”, destacou o ministro.

Veja imagens, clique aqui.

Presidente do STF e do CNJ recebe homenagem no TRT-15, em Campinas

Ministro Luís Roberto Barroso recebeu colar do mérito judiciário

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Luís Roberto Barroso, recebeu nesta segunda-feira (17) a comenda “Grande Colar do Mérito Judiciário”, do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15), em Campinas.

A desembargadora Ana Paula Pellegrina Lockmann, presidente do TRT-15, falou em nome do tribunal e disse que a entrega do colar simboliza o respeito e a admiração pelo trabalho realizado pelo ministro em prol da Justiça do Trabalho.

O ministro Barroso destacou que a Justiça do Trabalho é considerada pelo cidadão como a mais acessível e lembrou que, recentemente, o CNJ aprovou resolução que fortalece a Justiça Trabalhista ao prever a homologação judicial de recisão de contrato de trabalho e diminuir a litigiosidade.

Acompanhou a homenagem o juiz Frederico Mendes Júnior, presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).

Veja mais imagens abaixo:

Presidente do STF recebe homenagem no TRT-15, em Campinas

Presidente do STF se encontra com governador de SP e ouve explicações sobre câmeras na Polícia Militar

Ministro Luís Roberto Barroso destacou disposição do governo estadual em aumentar o número de equipamentos nas fardas

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luís Roberto Barroso, se reuniu nesta sexta-feira (14) com o governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas, e acompanhou uma apresentação sobre o uso de câmeras corporais pela Polícia Militar paulista.

O comandante-geral da corporação, coronel Cássio Araújo de Freitas, apresentou ao ministro informações sobre a utilização do equipamento e sobre como funciona o acionamento, a captação e o armazenamento das imagens. Barroso também tirou dúvidas sobre o sistema.

Além do governador e do comandante, também participaram da atividade o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Fernando Antonio Torres Garcia, e o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite;, além de outras autoridades estaduais da área de segurança.

O ministro Barroso se mostrou extremamente satisfeito com o fato de Tarcísio de Freitas ter reconhecido a importância das câmeras nas fardas e estar inclusive disposto a aumentar o número de câmeras. Na exposição de hoje, o governador procurou mostrar que o modelo atual de armazenamento de imagens por três meses é extremamente oneroso e compromete um orçamento que poderia ser utilizado para aumentar o número de câmeras. Acrescentou que, com a nova tecnologia, já tem condições de aumentar o número de 10 mil para 12 mil e, em pouco tempo, chegar a 15 mil. O ministro ouviu com atenção e interesse e, em breve, irá decidir a respeito.

O presidente do STF e o governador de SP têm boas relações pessoais e conversam sempre que há alguma questão de interesse público envolvida. “Esse é um bom exemplo de como o diálogo institucional civilizado, de alto nível, com pessoas de boa-fé e com boa vontade, torna possível o aprimoramento das instituições e, no caso específico, da segurança pública, que é hoje uma das maiores preocupações brasileiras”, afirmou, ao final do encontro.

Responsável pela Suspensão de Liminar (SL) 1696, que trata do tema, Barroso vai analisar recurso recente apresentado pelo governo do estado sobre a implantação das câmeras corporais.

Na última terça-feira (11), o ministro prorrogou o prazo para que o estado apresente informações sobre a ordem de adoção prioritária das câmeras nas fardas dos policiais e sobre os indicadores que serão usados para avaliar a efetividade da política pública.

Poderes Judiciário e Executivo lançam programa Pena Justa

Cerimônia no STF formaliza acordos de cooperação para cumprir mais de 300 metas que visam melhorias no sistema penitenciário até 2027.

Os Poderes Judiciário e Executivo lançaram nesta quarta-feira (12), em cerimônia no Supremo Tribunal Federal (STF), o programa Pena Justa, criado para combater as violações sistemáticas de direitos humanos no sistema prisional brasileiro. Durante o evento, autoridades assinaram acordos de cooperação e apresentaram um selo comemorativo dos Correios para marcar a iniciativa.

O Pena Justa, parceria entre o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), estabelece mais de 300 metas a serem alcançadas pelo poder público até 2027. O objetivo é promover melhorias na infraestrutura dos presídios e proporcionar a toda a população carcerária avanços nas áreas de saúde, segurança e educação. Além disso, busca incentivar a capacitação profissional e criar oportunidades de ressocialização para os egressos do sistema.

Plano ambicioso

Durante a cerimônia, o presidente do STF e do CNJ, ministro Luís Roberto Barroso, destacou o caráter ambicioso do programa, que representa uma “virada de chave” no enfrentamento da superlotação e da violência das penitenciárias, que se tornaram portas de entrada para organizações criminosas. Para Barroso, se o Estado não for capaz de acolher os detentos brasileiros, eles serão acolhidos pelas facções.

“O que estamos fazendo é um exercício de empatia, não com ingenuidade nem desapreço à situação das vítimas nem para oferecer mordomias inaceitáveis para essas pessoas, mas apenas para dar condições mínimas de dignidade para que elas não saiam de lá pior do que entraram. Essas pessoas não devem ser atiradas no lixo do sistema prisional. Elas não perderam sua dignidade, apenas perderam sua liberdade”, disse.

Acordos de cooperação

Os acordos de cooperação assinados nesta quarta estabelecem os critérios para a implementação e o acompanhamento das metas do programa no país. Um deles cria uma linha de crédito para apoiar estados em projetos de cultura, qualificação e reinserção social. Outro visa incentivar o empreendedorismo entre mulheres detentas e suas famílias.

Além de Barroso, participaram da solenidade o vice-presidente do STF, ministro Edson Fachin, e o ministro Cristiano Zanin; o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski; o presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Aloysio Corrêa da Veiga; e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, entre outros.

Os acordos também envolvem o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, o Ministério dos Transportes, a Controladoria-Geral da União, o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), e a empresa pública Infra S.A., entre outros órgãos e instituições.

“Esse é um passo gigantesco para que o Estado consiga recuperar o território que hoje é controlado pelas facções”, disse Lewandowski.

Empregos dignos

Com o Pena Justa, também foi anunciado o programa Emprega 347, que cria cotas de emprego nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para ex-detentos e condenados em regime semiaberto. O objetivo é garantir a criação de empregos dignos e remunerados para mais de 600 mil pessoas.

Elas irão trabalhar em projetos de reflorestamento e compensação ambiental relacionados às obras de infraestrutura rodoviária e ferroviária. Para incentivar o engajamento, o Emprega 347 prevê a entrega anual de um prêmio para as unidades produtivas e para os presos e os ex-detentos que se destacarem no trabalho.

Quatro eixos

Os objetivos do Pena Justa estão divididos em quatro eixos: enfrentar a superlotação nos presídios, aprimorar a infraestrutura e os serviços destinados aos detentos – como saúde, higiene e alimentação –, otimizar os protocolos de saída após o cumprimento das penas e assegurar a reintegração desses indivíduos à sociedade.

O programa foi construído ao longo de 2024. Os estados e o Distrito Federal têm seis meses para elaborar e apresentar planos locais baseados no programa nacional.

ADPF 347

O programa atende a uma decisão do STF na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 347, que reconheceu um “estado de coisas inconstitucional” no sistema carcerário brasileiro responsável pela violação massiva de direitos dos presos. O STF determinou cooperação do poder público para resolver os problemas.

Outros encaminhamentos da ADPF 347 contemplados pela Pena Justa são o fortalecimento das audiências de custódia, a liberação e o não contingenciamento dos recursos do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) e a criação, pelo CNJ, de novas varas de execução penal que atendam as demandas do sistema carcerário no país.

O STF homologou o plano com ressalvas no fim do ano passado.

Programa Pena Justa - 12/02/2025

Presidente do STF abre Ano Judiciário de 2025 e destaca união entre Poderes pelos princípios da Constituição

Ministro Luís Roberto Barroso falou também sobre programas e iniciativas para o ano e ressaltou produtividade da Justiça brasileira.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, abriu o Ano Judiciário de 2025 com a celebração da força das instituições e do diálogo democrático e harmônico entre os Poderes. “Não há pensamento único, porque isso é coisa de ditaduras. As diferentes visões de mundo são tratadas com respeito e consideração”, afirmou.

“Os três Poderes aqui presentes são unidos pelos princípios e propósitos da Constituição. Somos independentes e harmônicos como manda a Constituição. Porém, mais que isso, somos pessoas que se querem bem e, acima de tudo, querem o bem do Brasil”, declarou o presidente do STF.

A sessão solene de abertura teve a presença dos presidentes da República, Luiz Inácio Lula da Silva; do Senado, Davi Alcolumbre; e da Câmara, Hugo Motta; além do procurador-geral da República, Paulo Gonet; do presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti; e autoridades dos Três Poderes.

Em seu discurso, Barroso destacou programas e iniciativas desenvolvidos pela Corte. Entre eles, a agenda de sustentabilidade do STF, com a instalação de uma usina fotovoltaica para fornecimento de energia elétrica ao Tribunal e o plantio de 5.500 mudas de árvores no bosque do Supremo. Houve ainda o lançamento do programa Justiça Carbono Zero, que prevê que todos os tribunais do país deverão alcançar a neutralidade nas emissões de carbono até 2030.

O ano que se inicia também será marcado pelo funcionamento de duas inovações tecnológicas lançadas no final de 2024: a ferramenta de Inteligência Artificial generativa MarIA, que vai auxiliar o trabalho de ministros e assessores, e o Portal Único de Serviços do Judiciário, com uma base de dados com todos os processos em tramitação no país.

Produtividade

O presidente do STF lembrou em sua fala da racionalização dos casos judiciais como parte do esforço de aumentar a qualidade do serviço prestado pelo Judiciário à sociedade. A atuação conjunta do STF e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) permitiu a extinção de 8,4 milhões de execuções fiscais que estavam paradas há mais de um ano na Justiça a partir de medidas extrajudiciais de cobrança.

Em outra frente, os esforços se concentraram em mapear as ações contra o Poder Público, com a elaboração de um diagnóstico que servirá para se pensar as soluções, inclusive propondo medidas ao Poder Legislativo. Uma resolução do CNJ também foi aprovada para diminuir a quantidade de reclamações trabalhistas no país, facilitando a homologação de acordos extrajudiciais sem ajuizamento de ação.

De acordo com os números gerais do Judiciário apresentados por Barroso, houve uma redução de cerca de quatro milhões de processos em 2024 em relação ao ano anterior. Atualmente, são 80 milhões de processos pendentes. “O Judiciário brasileiro é um dos mais produtivos do mundo”, afirmou o ministro Barroso.

Ainda conforme os dados, o custo do Judiciário é de R$ 132,8 bilhões (1,2% do PIB). “É um custo que, em termos percentuais, vem decrescendo ao longo dos anos. Em 2009, o Poder Judiciário da União representava 4,83% do orçamento fiscal. Em 2025, ele será de 2,93%”, frisou o presidente.

Além disso, o valor arrecadado pelo Judiciário em 2024 foi de R$ 56,74 bilhões, cifra que equivaleu a 52% das despesas totais da Justiça. “Nós somos contra todo o tipo de abuso, e a Corregedoria Nacional de Justiça, liderada pelo ministro Mauro Campbell Marques, está atenta. Mas é preciso não supervalorizar críticas que muitas vezes são injustas ou frutos da incompreensão do trabalho dos juízes”, declarou o presidente do STF.

Direitos fundamentais

Barroso também destacou a promoção dos direitos fundamentais pelo STF e CNJ ao longo do último ano. Em dezembro, o plenário do Supremo homologou o Plano Pena Justa para enfrentar questões críticas no sistema prisional brasileiro. Depois de seu lançamento oficial, previsto para 12 de fevereiro, estados terão o prazo de seis meses para elaborar seus próprios planos.

Voltada aos tribunais pelo país, a implementação da paridade de gênero vem tendo grande sucesso, disse Barroso. A iniciativa visa atingir um mínimo de 40% das cadeiras nos tribunais de segundo grau ocupadas por mulheres. Outra iniciativa voltada à composição do Judiciário é o programa de bolsas para candidatos negros. “Espera-se fazer com que a demografia da magistratura fique mais parecida com a da sociedade brasileira”, afirmou o ministro.

Inaugurado em 2024, o Exame Nacional de Magistratura foi realizado duas vezes e contabilizou a aprovação de 11 mil candidatos. “O exame vai criar um padrão nacional de qualidade para a magistratura e eliminar rumores sobre coisas erradas em alguns concursos”, disse Barroso. Em abril, também será realizado o Exame Nacional de Cartórios.

Ano Judiciário

A partir de quarta-feira (5), o STF retoma as sessões de julgamento nas quartas e quintas-feiras. Na primeira, estão na pauta a validade de prova obtida a partir de revista íntima de visitantes em estabelecimento prisional, tema do Recurso Extraordinário com Agravo (ARE) 959620, a redução da letalidade policial no Estado do Rio de Janeiro, na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, e a anistia política concedida em 2020 a cabos da Aeronáutica afastados pelo governo militar em 1964 na ADPF 777.

Presidente do STF palestra em três das principais universidades dos EUA

Agenda Internacional foi concluída antes do fim do recesso; trabalhos serão retornados no STF a partir de segunda (3).

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luís Roberto Barroso, teve uma agenda internacional intensa no final do recesso de janeiro. Esteve no Fórum Econômico Mundial, em Davos, onde participou de painéis sobre Brasil, mudança climática e regulação das mídias sociais. Na sequência, foi orador em evento da Lide, em Zurich, falando sobre uma visão institucional do Brasil.

Indo da Europa para os Estados Unidos, o presidente participou de seminário na Faculdade de Direito de Yale, onde expôs as transformações recentes do Judiciário brasileiro: adoção de um sistema de precedentes, Exame Nacional de Magistratura, paridade de gênero nas promoções para os tribunais de segundo grau, bolsas para candidatos negros à magistratura e padronização das ementas, em meio a outras mudanças.

O presidente esteve, ainda, na Universidade de Princeton e na Harvard Kennedy School, onde se reuniu com professores e alunos, e fez apresentações sobre democracia, populismo autoritário e papel das supremas cortes. O ministro participou de todos esses eventos como convidado.

Após o fim do recesso, os trabalhos serão retomados na Suprema Corte brasileira a partir de segunda (3).

Normalidade institucional é um dos ativos valiosos do Brasil, diz presidente do STF

Para ministro Luís Roberto Barroso, a normalidade tem potencial de atrair investimentos para o país.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, afirmou nesta quinta-feira (23), durante o Brazil Economic Forum, em Zurique, na Suíça, que um dos principais ativos do Brasil para atrair investimentos é a estabilidade institucional – que tem assegurado que os recentes crimes contra o Estado estejam sendo devidamente investigados, julgados e punidos conforme a lei.

“Temos 36 anos de estabilidade institucional, e todos os julgamentos estão sendo feitos pelo Poder Judiciário, e não nos quarteis. Até há foragidos, mas não há desaparecidos”, ponderou o ministro, em referência às investigações sobre a tentativa de golpe de Estado que tramitam no STF. “A normalidade institucional é um dos ativos valiosos que o Brasil tem”.

A conferência, organizada pela Editora Abril e pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), reuniu líderes, autoridades públicas, investidores e empresários para tratar de temas políticos, econômicos e institucionais, além de questões relacionadas ao ambiente de negócios no Brasil considerando as mudanças globais. O evento ocorre paralelamente ao Fórum Econômico Mundial, do qual Barroso também participou.

Estabilidade

Durante a conferência, o presidente do STF destacou que o Brasil continua sendo um dos melhores destinos para investimentos no mundo e que, entre os integrantes do BRICS, o país apresenta condições mais favoráveis em termos de estabilidade institucional, segurança jurídica e papel ambiental. Para o ministro, essas características são fundamentais para o crescimento e a confiança no Brasil.

Barroso admitiu que os julgamentos relacionados à possível tentativa de golpe após as eleições de 2022 e aos atentados antiterroristas de 8 de janeiro de 2023 ainda carregam um certo grau de polarização, mas ressaltou que é dever do STF conduzir esses processos. “É preciso fazer esses julgamentos porque, do contrário, da próxima vez que alguém perder, vai achar que é natural fazer a mesma coisa”, afirmou.

Desafios

Na avaliação de Barroso, a plena normalidade entre os três Poderes da República tem potencial de dar as condições necessárias para o crescimento econômico e atrair investimentos para o país. O ministro afirmou, no entanto, que há debates que precisam ser enfrentados para diminuir a insegurança nas áreas tributária, trabalhista e de saúde.

Outros desafios, a seu ver, são o de reduzir a desigualdade e a pobreza no Brasil, além de investir no combate à corrupção, ao crime organizado e à violência pública. “Não devemos fechar os olhos a esse problema global de criminalidade, tanto a comum como a organizada, institucionalizada, porque elas fazem mal e atrasam o país”, disse.

Presidente do STF defende liberdade de expressão no Fórum Econômico Mundial

Em uma conferência do Fórum Econômico Mundial da qual participou nesta quarta-feira (22) em Davos, na Suíça, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, defendeu a liberdade de expressão e manifestou que, para protegê-la de ser esvaziada ou destruída, é preciso cautela nas ações de regulamentação da internet.

“A ideia em si de regular é legítima e necessária. Porém, é delicado o ponto de equilíbrio para, de um lado, proteger a liberdade de expressão e, de outro, evitar que o mundo desabe num abismo de criminalidade, ódio e mentiras deliberadas”, afirmou o ministro.

A declaração ocorreu numa reunião para tratar de segurança digital e que faz parte do Fórum Econômico Mundial, cuja sede fica na cidade suíça de Davos. O evento, que começou na última segunda-feira, reúne anualmente líderes do mundo todo para discutir desafios globais como mudanças climáticas, sustentabilidade e segurança cibernética.

Segundo Barroso, as mesmas razões que justificam a proteção da liberdade de expressão também sustentam a necessidade de algum nível de regulamentação da internet para combater abusos. Durante o evento, o ministro mencionou casos de desinformação sobre vacinas no Brasil em 2022 que resultaram na queda das taxas de imunização, e citou a atuação de grupos extremistas nas redes sociais que culminaram nos ataques anti-democráticos à Praça dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023.

“Se a internet é usada para disseminar discursos de ódio, viola a dignidade humana. Se é usada para atacar as instituições democráticas, convocando para um golpe de Estado ou para desrespeitar o resultado das eleições, ela viola a democracia. Se é usada para espalhar mentiras, desinformação e teorias da conspiração deliberadamente, ela compromete a busca pela verdade”, disse o ministro.

Segurança jurídica

Já em Davos, numa conferência sobre segurança jurídica no Brasil, Barroso explicou a atuação do STF em julgar temas variados, como a proteção de culturas indígenas, dos sistemas públicos de saúde e educação e do meio ambiente. “No Brasil, é difícil traçar a linha entre o direito e a política. Nossa Constituição aborda muitas questões que, em outras partes do mundo, seriam de natureza política”, observou.

O ministro negou, no entanto, que as decisões do STF barrem o trabalho dos outros Poderes. “Há decisões controversas, algumas das quais eu mesmo discordo. Mas, em um colegiado, há pessoas que discordam, e simplesmente não gostar de uma decisão não significa que você não deva respeitar as instituições”, completou.

Presidente do STF participa do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça

Ministro Barroso participou de sessão dedicada ao Brasil.

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luís Roberto Barroso, cumpre agenda em Davos para participar do Fórum Econômico Mundial. Nesta terça-feira (21), em sessão dedicada ao Brasil, Barroso enfatizou a urgência do combate à mudança do clima e o papel de liderança do Brasil nesse esforço. Mencionou, ainda, a importância do Pacto pela Transformação Ecológica, documento assinado pelos chefes dos três Poderes do Brasil em agosto, por iniciativa do STF, que contempla metas específicas de promoção da economia verde e do desenvolvimento sustentável em sentido amplo.

Também hoje, o ministro assistiu à cerimônia de assinatura de memorando entre a Prefeitura do Rio de Janeiro e o Fórum Econômico Global. O documento, assinado pelo prefeito Eduardo Paes, visa à criação, na cidade do Rio, de um Centro para a Quarta Revolução Industrial. O centro tomaria a forma de escritório do Fórum voltado para o exame das relações entre tecnologia, trabalho e sociedade, inclusive no aspecto de governança, em parceria com o setor privado.

Na quarta-feira (22), o ministro Barroso falará para público de investidores e formadores de opinião sobre segurança jurídica no Brasil e participará de sessão sobre segurança digital. A sessão, entre outros temas, deverá abordar a luta contra a desinformação e a questão da responsabilidade das plataformas digitais por conteúdos ilegais nelas veiculados.

Presidente do STF participa do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça - 21/01/2025

Em agenda acadêmica internacional, presidente do STF participa de eventos na Suíça e nas principais universidades dos EUA

Ministro Luís Roberto Barroso, que também é professor, falará de segurança jurídica, combate à desinformação nas redes sociais, democracia e sobre o avanço do populismo autoritário.

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luís Roberto Barroso, terá uma intensa agenda acadêmica internacional na reta final de janeiro, antes da reabertura do Ano Judiciário. Também professor, Barroso falará em importantes eventos na Suíça e em universidades dos Estados Unidos sobre temas como segurança jurídica no Brasil, combate à desinformação nas redes sociais, mudanças climáticas, além de democracia e o avanço do populismo autoritário no mundo.

No dia 20, em Davos, na Suíça, Barroso tem encontro com a vice-presidente de Assuntos Governamentais e Políticas Públicas para a Europa do Google, Annette Kroeber-Riel. No dia 21, participa como orador da sessão do Fórum Econômico Mundial sobre o Brasil, no qual deve falar da questão ambiental. No dia 22, palestra na Casa Brasil sobre segurança jurídica. No mesmo dia, participa como orador da sessão do fórum sobre segurança digital.

Em 23 de janeiro, o presidente do STF participa em Zurique, também na Suíça, de evento do grupo Lide e fala sobre “Visão jurídica e institucional do Brasil e os reflexos na vida do país”.

A partir daí, começa um giro por três das mais importantes universidades dos Estados Unidos. No dia 27, em Yale, Barroso explica um pouco sobre o funcionamento do Judiciário brasileiro, ao lado de outros professores e juristas. No dia 28 será a vez de visitar a renomada Universidade de Princeton para falar do papel das Supremas Cortes nas democracias e na resistência institucional ao populismo autoritário.

O giro nas instituições de ensino americanas se encerra na Harvard Kennedy School, na qual Barroso é colaborador acadêmico, para falar sobre o papel do STF brasileiro.

Back to Top